Aproveitei o 1 de Abril pra dar uma trolada no Leandro, que estava ansioso pelo novo post, hahahahah, não postei.. E trolei você também, querido viajante do google, desesperado pra saber como se usam os atalhos no seu Mac!!! Enjoy your desespero!
Mulheres conseguem ser muito cruéis quando sabem que têm um homem a seus pés (um dia ainda postarei sobre a destreza necessária para utilizar a acentuação correta num Mac, creio que só por isso os fanboys e macfags do mundo merecemos estrelas douradas). hahahahaha
Não sei quanto a vocês mas eu não gostei do look do blog…ainda vou convencer a @saritaoliveira (saudade que me mata) e os meninos a arrumar esse layout… enfim…Tenho me sentido um pouco só aqui. Só eu e Leandro tentando manter estes quadrados vivos… enfim…
Essa semana, na sexta precisamente, a primeira fase do meu (mais lindo e maior) projeto terminou. Foi uma fase dura, dificil. Fiquei doente por causa dele, fiquei doente porque estava doente e longe dele. foi um periodo muito estressante. Estressante por causa dele, estressante porque havia ele e mais uma centena de coisas… foi uma dessas épocas que separam mulheres de meninas sabem? Sua resistência, sua sanidade, sua capacidade de liderança e organizacão. E tudo fica pior que você procura ajuda e ouve um: ‘decide você. Você sabe que tem carta branca pra isso”.
Eu sempre digo que bons lideres não podem ser muito galinha, nem muito águia (onde eu trabalho está na moda usar arremedos de técnicas de gestão, que geralmente são mal definidas ou deturpadas, a dualidade chicken/eagle é uma delas infelizmente). É preciso ter sensibilidade e saber que mesmo o melhor e mais audacioso membro da sua equipe pode não estar num bom momento. Todos nós temos os nossos momentos ruins, aquele momento em que a gente refuga na hora de saltar. Nessa hora, porque não estar ao lado do cara? Eu seguraria a mão dele e o carregaria até o outro lado. Mas enfim, essa sou eu querendo que os outros façam o que eu faria…
Mas chega dessa conversa e vamos ao assunto do mês, afinal, este não é um post sobre gestão. Este, por incrivel que pareça, foi planejado para ser um post sobre sociaização nos tempos da internê.
Na edição de fevereiro de 2011, a Superinteressante (sim , eu ainda a chamo assim) publicou uma matéria de capa onde analisava como a internê modificou as bases da amizade em nosso século.
A matéria afirma que interação é a bola da vez, e que, ao contrário do que se esperava, a amizade via internê não tornou as pessoas mais isoladas. Muito pelo contrário! As chances de novas amizades florescerem neste fértil terreno é imensa!
Sim! Há chances de se conhecer novos amigos, estreitar laços com antigos amigos, compartilhar seus interesses com pessoas tão estranhas como você. Há chances, até mesmo de se conhecer novos amores (eu não me utilizo dessa técnica porque ainda tenho fé que o santo antonio que tá lá no freezer vai fazer o David gostar de mim).
Mas, qual é o limite disso?
Há bem pouco tempo eu estava explicando pro Leandro o conceito (aberto) de stalker e de hater. Dois ícones, dois personagens fundamentais da twitosfera. O primeiro ama. ama tanto que pode descambar pra perseguição, pode ate mesmo se tornar um hater. O hater odeia. Simplesmente detona uma pessoa pelo prazer de ridicularizar, ou pelo desejo de fama e fortuna (“ENJOY YOUR FAME AND FORTUNE, KID”), ou seja, só quer aparecer como o cara que derrubou determinada @ (ainda que com argumentos totalmente inválidos).
Diariamente eu vejo pessoas sendo perseguidas, sendo vîtimas de crimes, exatamente porque as agressoras não aceitam a manifestação de opinião diversa. Pessoas que não entendem sarcasmo
, pessoas egocentricas que acham que tudo que se fala é direcionado a elas (não é a toa que há um twitter cuja bio é “direcionador de indiretas”).
Tenta-se lidar com isso da melhor e mais polida forma. Meu espaço virtual, seu espaço virtual. Perde-se a paciência várias vezes. Tenta-se de novo outras tantas. E todos os dias dá-se graças a deos que não é só isso que acontece por aquelas bandas.
Mas diante disso tudo, uma pergunta me assalta o pensamento: de que adianta tanta inclusão, tanta interação, se as pessoa não aprenderam a respeitar as opiniões alheias, se não sabem respeitar os limites da privacidades alheia. A democracia não é algo compreensivel ainda. A liberdade é um bem com o qual as pessoas não sabem lidar. De que adianta internê se há milhares de analfabetos funcionais e acéfalos culturais nas pickups?
E aí? Cadê sua interação agora?
Agora eu preciso ir porque estou fazendo um bolo! Agora estou tentando conquistar o David pelo estômago!!!
Publicado por Dani H. 
Como é que eu viajava para o exterior sem internet para me dizer o que fazer, onde ir, quanto custa, o que ver? Sei lá. Quando penso em internet, não penso tanto no meu trabalho. Penso mais nas minhas viagens. Compras? Acho que posso comprar tudo em lojas ainda, sem a comodidade do frete para a minha residência, mas com a satisfação de já sair da loja com o produto na mão (e não com um lançamento no meu cartão de crédito trocado pela expectativa de receber o produto certo dali a alguns dias). Redes sociais?
Será que se o governo brasileiro cortasse a internet do país inteiro haveria uma revolução para depor o governo? Será que se houvesse uma revolução para derrubar o governo, ele cortaria a internet do país inteiro? Primeiro, eu duvido que hoje, no Brasil, haja uma revolução para derrubar o governo. Brasília é longe demais, o povo brasileiro anda muito egoísta, pouco consciênte, pouco aguerrido – até Copa do Mundo a gente não encara mais com aquela gana e cegueira de antigamente, a Pátria de Chuteiras… Terá que ser algo muito sério, muito grave, para causar uma queda de governo com foco popular. Talvez um ou dois milhões de nerds sem internet, nas ruas, não seja capaz de tirar um minuto de sono dos governantes. Das outas hipóteses, a política toma conta. Mas não duvido que, para salvar-se, o governo cortasse a internet, numa cartada desesperada. A maior bola fora dessa medida seriam os prejuízos econômicos a ela associados. Aí é que residiria o perigo: quando dói no bolso, o pessoal que tem dinheiro se mexe – mais rápida e eficientemente do que quando dói no estômago ou em outras partes do corpo.
